Página: Inscrição/Escola do CBPF
Atualizada em: 14/04/2015 10:24:03

O valor da taxa de inscrição é de R$ 50,00 (cinqueta reais) para o módulo Graduação, e de R$ 80,00 (oitenta reais) para o módulo Pós-Graduação.

A confirmação da inscrição se dará com o pagamento da taxa. O pagamento deverá ser efetuado até o dia 12 de abril, através de depósito em favor de "EscolaCBPF" conforme dados abaixo:

Banco do Brasil
Agência 2234-9
Conta corrente 31.766-7
CNPJ 06.220.430/0001-03

IMPORTANTE: envie uma mensagem para escola@cbpf.br com seu nome completo e cpf, anexando cópia do recibo de depósito bancário. Serão considerados inscritos apenas os os alunos que efetuarem o depósito até a data de 12 de abril. Guarde o recibo do depósito.

Os interessados no módulo PROFCEM devem contactar diretamente os organizadores (clique AQUI).

Para o módulo Física para Todos não é necessário fazer inscrição. Os participantes do módulo Mãos na Massa serão selecionados dentre os participantes do módulo Graduação. Os selecionados receberão a confirmação por e-mail, não sendo necessário nenhum outro pagamento além da taxa de inscrição para o módulo Graduação. Os interessados no Mãos na Massa devem enviar pelo correio uma cópia do histórico escolar e uma carta de próprio punho justificando o seu interesse. O endereço para correspondência é:

X Escola do CBPF
a/c Sonia Ferreira
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
Rua Doutor Xavier Sigaud, 150
Rio de Janeiro, RJ 22290-180

Um número limitado de auxílios será concedido aos participantes do módulo Graduação. O auxílio cobrirá apenas as despesas com hospedagem, a serem pagas diretamente ao hotel. Despesas com alimentação e transporte ficam por conta do aluno. Os alunos que solicitarem auxílio deverão enviar pelo correio uma cópia do histórico escolar para o endereço acima. O prazo máximo de postagem de 12 de abril.

Inscrições Encerradas!
Horários 1ª opção
de curso
2ª opção
de curso
Graduação
13 a 17 de julho de 2015
10h
A Física do LHC: Conceitos fundamentais e principais resultados
Professor(es): Carla Göbel
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O LHC (Large Hadron Collider), no CERN, vem operando desde 2010, coletando dados de colisões próton-próton a energias inéditas. A partir de 2015 tais colisões ocorrrerão a 13 TeV.

Os resultados dos experimentos do LHC pretendem ajudar a responder a uma série de questões da física fundamental, incluindo o entedimento do Bóson de Higgs, busca a candidatos a matéria escura, dimensões extra, origem da assimetria matéria-antimatéria, formação do plasma de quarks e glúons, entre outras.

O objetivo deste curso é dar ao aluno uma visão atualizada da Física de Altas Energias bem como as características e programa de Física do LHC.

O curso está dividido nos seguintes tópicos: Breve histórico da Física de partículas. O Modelo Padrão: QED, QCD e teoria eletrofraca. Violação de CP.

O Modelo de Higgs. Física além do modelo padrão. Colisões no LHC: Os quatro grandes experimentos - Atlas, CMS, Alice e LHCb - suas características, principais objetivos e resultados de Física, baseados na tomada de dados de 2011/2012.

Introdução à automação de sistemas de medidas
Professor(es): Geraldo Cernicchiaro
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Atualmente, a física experimental envolve o uso de diversos dispositivos, técnicas e transdutores que codificam parâmetros físicos em sinais elétricos. Do laboratório de matéria condensada aos experimentos de altas energias, estão presentes sistemas para monitorar, controlar e/ou manter constantes, diversos destes parâmetros, tais como: temperatura, nível, posição, imagem, etc.

A ciência induz e se transforma em função do desenvolvimento dos instrumentos científicos, métodos de medidas e tecnologias. O objetivo deste curso é apresentar ferramentas, conceitos, circuitos, interfaces, algoritmos e protocolos que estão envolvidos nos processos para adquirir, registrar e manipular dados experimentais com ênfase no uso da automação e de técnicas digitais (PID, FFT, Labview, conversores, etc).

Detecção do campo geomagnético pelos seres vivos
Professor(es): Daniel Avalos
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Os seres vivos somos sensíveis a diferentes fatores físicos ambientais, como a pressão, a luz, a gravidade e a temperatura. Porem, também somos sensíveis ao campo geomagnético.

O exemplo clássico desta sensibilidade é a existência das bactérias magnetotacticas. Elas fabricam no seu interior cadeias de nanopartículas magnéticas de magnetita (Fe3O4) ou greigita (Fe3S4).

Estas cadeias permitem que estas bactérias orientem seu corpo na direção das linhas do campo geomagnético, permitindo que elas nadem seguindo estas linhas. Os animais também orientam seu corpo com respeito ao campo geomagnético, fenômeno conhecido como alinhamento magnético. Porem, a informação vetorial deste campo pode ser usada em atividades de orientação espacial, e isto tem sido mostrado em diversos animais migratórios.

Neste curso todos estes fenômenos serão discutidos e analisados dos pontos de vista experimental e teórico.

O curso esta pensado para estudantes de biologia, física e engenharia, por ser uma área de estudo multidisciplinar.

Informação Quântica |101>
Professor(es): Fernando de Melo
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Resumo: Toda informação é física. Essa constatação, datada do meio do século XX, faz com que a manipulação, transmissão e armazenamento de informação devam obedecer as leis da física. Com a miniaturização dos componentes de um computador, informação começa ser codificada em sistemas com propriedades quânticas pronunciadas, tais como no spin de um núcleo atômico ou na polarização de um único fóton. A informação quântica é a ciência que descreve a manipulação, transmissão e armazenamento de informação em sistemas quânticos.

Nesse curso introdutório à informação quântica, veremos como a lógica quântica pode levar a computadores mais eficientes e a protocolos de comunicação intrinsecamente seguros. Além dessas aplicações, a informação quântica nós dá uma nova linguagem para a mecânica quântica, e portanto para o mundo que nos cerca.

Usaremos essa linguagem para revisitar conhecidos efeitos quânticos, tal como a complementaridade onda-partícula.

Toda informação é física. Será toda física informação?

Termodinâmica moderna: máquinas, demônios e nanossistemas
Professor(es): Silvio Queirós
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Na sua génese, a Termodinâmica teve como objectivo a descrição de relações entre trabalho, calor e energia em sistemas macroscópicos num estado de equilíbrio. Com a introdução da mecânica estatística - e posterior corroboração da hipótese de descontinuidade da matéria - tornou-se possível estabelecer uma ponte a abordagem microscópica de um sistema e o seu comportamento tal como descrito pelas leis da Termodinâmica, de cariz heurístico. Contudo, já desde essa altura, o elemento microscópico tornou-se um factor relevante na avaliação da robustez das leis da termodinâmica, nomeadamente da segunda lei, a qual se encontra intimamente relacionada com seta do tempo. Acrescente-se ainda que a equivalência entre as leis da termodinâmica e os resultados obtidos a partir da mecânica estatística ocorrem quando a magnitude das flutuações é bastante inferior à escala típica do problema, i.e., quando os sistemas são suficientemente grandes (tipicamente na escala de Avogadro).

Nas últimas décadas, todos os conceitos ligados à Termodinâmica clássica foram sendo postos à prova ou estendidos, quer através da análises de sistemas fora do equilíbrio (estacionário) quer através do estudo de sistemas à escala nanométrica. Neste último caso, tem sido possível estudar o comportamento de quantidades termodinâmicas quando as suas flutuações representam um papel relevante além de conceitos mais rebuscados como a capacidades de realizar trabalho por acesso a informação.

O curso proposto visa permitir aos alunos de graduação inscritos na X Escola do CBPF um primeiro contacto com os conceitos fundamentais da Moderna Teoria Termodinâmica com aplicabilidade numa vasta gama de problemas fundamentais e aplicados que vão desde motores moleculares (em biofísica) a informação quântica. Todos os problemas apresentados são estudados por diferentes grupos de pesquisa do CBPF.

Tópicos

  1. Revisão de conceitos de Termodinâmica Clássica;
  2. Forças termodinâmicas e relações de Onsager;
  3. O que é um sistema em equilíbrio e um sistema fora de equilíbrio?
  4. É possível violar a segunda lei da termodinâmica? O Demónio de Maxwell;
  5. Um olhar contemporâneo sobre a segunda lei da termodinâmica: Relações de Cohen-Gallavotti, Jarzynski, Crooks e van den Broeck-Esposito;
  6. Relação entre informação e trabalho: O Princípio de Landauer;
  7. O trabalho não é uma observável no sentido quântico. Como contornar este facto?
  8. A definição de temperatura num contexto atérmico (de mercados financeiros a vórtices em supercondutores).
14h
Eletrônica Digital para Instrumentação
Professor(es): Herman Lima
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Os circuitos eletrônicos digitais já são indispensáveis na instrumentação científica há algumas décadas. Particularmente para a área de Física experimental, diversos instrumentos de alta precisão e alta velocidade estão disponíveis hoje comercialmente ou são projetados para aplicações específicas em centros de pesquisa e universidades.

Neste curso, abordaremos o desenvolvimento de projetos com base na tecnologia Lógica Programável, incluindo os seguintes tópicos: histórico e tecnologias atuais em eletrônica digital, lógica programável (FPGA), introdução à linguagem VHDL, e aula prática com ferramenta EDA.

O pré­requisito para o curso é um conhecimento básico de eletrônica digital: álgebra booleana, níveis lógicos, portas lógicas, multiplexadores, codificadores, contadores.

Ciências de Superfícies
Professor(es): Fernando Stavale
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Neste curso iremos abordar aspectos teóricos e experimentais envolvendo fenômenos físicos e químicos que ocorrem em interfaces sólido-gás.

Esses fenômenos determinam os mecânismos de formação de superfícies, filmes e nanoestruturas diversas, e por isso possuem grande impacto nas propriedades funcionais dos materiais . Alguns dos fenômenos que discutiremos incluem, reconstruções de superfície, modos de crescimento de filmes finos, estabilidade química e adsorção de moléculas, e reatividade. Além disso, técnicas de crescimento e caracterização de superfícies, como evaporação, difração de elétrons de baixa energia, espectroscopia de foto-elétrons e de elétrons Auger e microscopia de ponta de prova, força atômica e tunelamento, seram apresentadas e amplamente discutidas.

BIBLIOGRAFIA

  1. F. Bechstedt, /Principles of Surface Physics/, Springer-Verlag (2003).
  2. Milton Ohring, /Materials Science of Thin Films. Deposition and Structure/, Academic Press (2001)[1].
  3. Hans Lüth, /Solid Surfaces, Interfaces and Thin Films/, Springer (2010).
  4. Gerhard Ertl, Jürgen Küppers: /Low Energy Electrons and Surface Chemistry/. Ed.2, Verlag Chemie (1985).
Introdução à cosmologia observacional
Professor(es): Ribamar Reis
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Neste curso vamos apresentar os conceitos básicos da cosmologia moderna, descrever o atual modelo padrão da cosmologia e as principais questões em aberto como, por exemplo, a matéria escura e a energia escura, componentes não previstos pelo modelo padrão de física de partículas que são necessários, no contexto da relatividade geral, para compatibilizar o modelo com as observações.

Nossa meta principal é estudar alguns dos observáveis utilizados por experimentos atuais e futuros para lançar luz sobre essas questões: Supernovas do tipo Ia, lentes gravitacionais, oscilações acústicas de bárions e radiação cósmica de fundo. Para entender como esses observáveis podem impor vínculos sobre os parâmetros de um modelo cosmológico, vamos também estudar conceitos básicos de análise estatística de dados. Além disso faremos um breve resumo de algumas alternativas ao modelo padrão da cosmologia que foram propostas e estão sendo estudadas.

Ementa:

  • Fundamentos da cosmologia relativística
  • Cosmologia observacional I: Supernovas do tipo Ia
  • Cosmologia observacional II: Lentes gravitacionais
  • Cosmologia observacional III: Radiação cósmica de fundo
  • Cosmologia observacional IV: Oscilações acústicas de bárions
  • O modelo padrão da cosmologia
  • Além do modelo padrão
Das equações de Maxwell a novos Eletromagnetismos
Professor(es): José Helayël-Neto
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Com a celebração dos 150 anos das Equações de Maxwell, e tendo sido 2015 escolhido pela UNESCO como o Ano Internacional da Luz, a proposta do curso é contextualizar a interação eletromagnética e as teorias eletromagnéticas à luz sobretudo dos avanços teóricos na compreensão das interações fundamentais e do progresso experimental que tem conduzido a novos regimes da matéria condensada.

O resultado que se espera é que o estudante perceba a evolução de nossa percepção do Eletromagnetismo como parte de uma Física mais ampla, com extensões que contemplam novos cenários para a carga elétrica e para o magnetismo intrínseco das partículas. Isto nos obriga a ter que rever as equações para o campo eletromagnético e a contabilizar efeitos das interações nucleares fortes e fracas nos fenômenos eletromagnéticos através de medidas de altíssimas precisões.

Programa:

  1. As Equações de Maxwell: de 1865/Maxwell a 1931/(Dirac e Fermi).
  2. Estendendo a Eletrodinâmica para portadores não-eletrônicos: de 1935/Yukawa a 1963/(Lee-Yang-Salam).
  3. A importância do campo e do bóson de Higgs para o fenômeno eletromagnético: a carga e a massa do elétron e a necessidade da simetria SU(2) para a interação eletromagnética de bósons vetoriais portadores de carga elétrica.
  4. As simetrias C, P e T e a invariância-CPT para o fenômeno eletromagnético. Violação de CP para a compreensão do momento de dipolo elétrico do elétron.
  5. Novos regimes para a carga elétrica e propriedades eletromagnéticas de sistemas neutros compostos e elementares. Multipolos, anapolos e o magnetismo dos léptons carregados e dos neutrinos.
Teorias e interpretações da Mecânica Quântica
Professor(es): Nelson Pinto
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Neste curso discutiremos as mais importantes tentativas de esclarecer as questões fundamentais que cercam os fenômenos quânticos, tais como localidade, contextualidade, a fronteira entre o clássico e o quântico, teoria da medida e realismo.

Serão tambem apresentados alguns dos muitos avanços experimentais das últimas décadas que contribuíram decisivamente para a elucidação de algumas destas questões, e o papel importante que a Cosmologia pode desempenhar na construção de uma teoria quântica consensual.

Raios Gama: Uma janela para o Universo extremo
Professor(es): Ulisses Barres
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A astrofísica de raios-gama representa a última janela do espectro eletromagnético a ser aberta para observações. Iniciada nos anos 60, com os primeiros satélites de raios-gama lançados pela NASA, a Astronomia Gama pode ser feita hoje tanto do espaço como da Terra, por meio de uma nova tecnologia de telescópios desenvolvida durante os últimos 20 anos chamada de "Imageamento Cherenkov." Por meio desta nova técnica observacional, é possível detectar hoje raios gama com energias extremas de até 10 tera-eletronvolts, que são produzidas pelos objetos mais dramáticos conhecidos no Cosmos: explosões de supernova, pulsares, buracos negros, núcleos de galáxias e aglomerados de galáxias, entre outros fenômenos da chamada Astrofísica de Altas Energias.

Em todos estas fontes celestes ocorre a produção dos chamados raios-cósmicos - isto é, elétrons, prótons e núcleos de átomos que são acelerados a altíssimas energias e permeiam todo o cosmos até atingirem a Terra. Além de permitir o estudo da origem e produção destas partículas, raios-gama são uma região do espectro privilegiada para se estudar fenômenos exóticos e de fronteira da física moderna que são detectáveis somente a energias extremas. Dentre eles, destacamos a busca pelo primeiro sinal direto da existência de Matéria Escura, visto que as partículas que esperamos compor esta forma ainda desconhecida de matéria devem produzir raios gama ao decaírem. Através da observação de raios gama podemos também buscar por novas partículas além do Modelo Padrão, como os áxions, e testar experimentalmente novas teorias físicas como a Gravitação Quântica.

Neste curso iremos introduzir as bases fundamentais desta nova área da Astrofísica, passando por uma visão geral do céu em raios-gama até discutir os resultados mais recentes na busca pela natureza oculta da matéria escura.

A ementa detalhada do curso será:

aula 1 - Bases teóricas e técnicas observacionais da Astronomia Gama
aula 2 - A Galáxia vista em raios-gama
aula 3 - Núcleos Ativos de Galáxias
aula 4 - Cosmologia com raios-gama
aula 5 - A busca por Matéria Escura

16h
Integrais de trajetória na Mecânica Quântica
Professor(es): Tobias Micklitz
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A integral de trajetórias é uma formulação da mecânica quântica equivalente às formulações padrão, que oferece uma nova maneira de olhar para o assunto, talvez mais intuitiva do que as abordagens usuais. Aplicações de integrais de trajetórias são tão vastas como as da mecânica quântica, incluindo a mecânica quântica de uma partícula, mecânica estatística, física da matéria condensada e teoria quântica de campos.

O curso dá uma introdução à técnica de integrais de trajetórias e suas aplicações na física. Supõe-se que o aluno tenha uma base na mecânica quântica, no entanto, não é esperado nenhum contato prévio com os integrais de trajetórias.

Depois de uma introdução ao assunto são discutidos o esquema geral de construção do integral de trajetórias e vários exemplos padrões. Em seguida, exploramos uma variedade de aplicações, incluindo instantons e spin, ligações a mecânica estatística, e discutimos como generalizar os conceitos para chegar a uma teoria quântica de campos.

Tópicos (provisório):

  1. Revisão da mecânica quântica, primeira construção do integral de trajetórias, exemplos
  2. Integral de trajetórias nas versões Lagrangiano e Hamiltoniano, mais exemplos
  3. Integral de trajetórias para spin
  4. Integral de trajetórias e mecânica estatística
  5. Revisão da segunda quantização, integral de trajetórias para estados coerentes e teoria quântica de campos

Bibliografia:

  1. R.P. Feynman and A. R. Hibbs, "Quantum Mechanics and Path Integrals" (McGraw-Hill, 1965)
  2. J. Zin-Justin "Path Integrals in Quantum Mechanics" (Oxford, 2010)
  3. A. Altland and B. Simons, "Condensed Matter Field Theory" (Cambridge, 2012)
  4. M. Swanson, "Path Integrals and Quantum Processes" (AP, 1992)
Magnetismo - da bússola aos dispositivos lógicos
Professor(es): Luiz Sampaio
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Observado há mais de três mil anos, os ímãs, assim como os materiais magnéticos em geral, tornaram-se importantes na história e no desenvolvimento das sociedades.

A força de atração e repulsão entre ímãs sem algo material que os ligue, tal como uma corda ou mola, desperta curiosidade e fascínio.

Quem não brincou com ímãs quando criança? Do advento da bússola até as mais recentes aplicações tecnológicas - entre elas a mais notável é a gravação magnética de alta densidade -, os materiais magnéticos se destacam pela pluralidade de suas aplicações.

Neste curso introdutório sobre magnetismo e materiais magnéticos, abordaremos inicialmente alguns aspectos da história do magnetismo e da teoria eletromagnética da luz. Mostraremos como a interação entre spins dá origem aos mais diversos tipos materiais magnéticos com diferentes propriedades e aplicações tecnológicas presentes no nosso cotidiano. Por fim, apresentaremos alguns modelos teóricos, além de conceitos sobre nanomagnetismo, spintrônica e manipulação quântica.

Gravitação – da Lei da Gravitação Universal de Newton à Relatividade Geral de Einstein
Professor(es): Eduardo Rodrigues
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Em 1687, Isaac Newton desenvolveu o primeiro modelo físico que explica o movimento dos objetos. A partir das conhecidas três leis de Newton e da Lei da Gravitação Universal, que quantificava a força gravitacional, podemos derivar as leis de Kepler, originalmente deduzida a partir de uma observação cuidadosa do movimento planetário. Essa teoria foi considerada a teoria de gravitação padrão até a formulação da Teoria da Relatividade Geral.

A Teoria da Relatividade Geral (TRG), formulada por Albert Einstein em 1915, é a moderna teoria da gravitação. De acordo com esta teoria, a gravidade não é uma força como costumava ser considerada na física newtoniana, mas sim uma manifestação da curvatura do espaço-tempo. A TRG mudou radicalmente nosso entendimento sobre o espaço e o tempo.

Agora a geometria do espaço-tempo é parte das equações de campo, influenciando assim a dinâmica do sistema. A TRG produz uma descrição clássica completa da estrutura do espaço-tempo e da gravitação. Todos os espaços-tempos fisicamente possíveis correspondem a soluções das chamadas equações de Einstein. Até os dias atuais, a TRG tem passado em todos os testes experimentais e observacionais a que foi submetida. Além disso, a teoria previu a existência de objetos exóticos, como estrelas de nêutrons e buracos negros, o atual modelo cosmológico e também a existência de ondas gravitacionais, que têm grande possibilidade de serem detectadas diretamente em um futuro próximo.

Neste curso iremos iniciar o estudo da gravitação com a Lei da Gravitação Universal de Newton e terminaremos com a teoria de gravitação mais aceita atualmente, que é a Relatividade Geral, descrevendo as ideias básicas que guiaram Einstein a sua formulação.

Processamento de Imagens
Professor(es): Marcelo P. Albuquerque e Marcio P. Albuquerque
Colaboradores: André Persechino e Clécio R. De Bom

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O Processamento de Imagens desempenha papel importante dentro das ciências em geral, e em particular na física. O objetivo do processamento de imagens é extrair a informação nela presente, em que especificamente para a física, é desejável que esta informação possa ser quantificada. Por exemplo, é possível extrair informações estruturais (como estrutura cristalina de sólidos, estruturas rochosas, etc) ou permitir análises funcionais sobre organismos ou materiais diversos. Nesse sentido, é interessante que profissionais ou estudantes envolvidos em ciências tenham alguma noção em manipulação e processamento de imagens. Este curso tem por objetivo apresentar os conceitos básicos e fundamentais na área (aquisição, realce, segmentação, pós-processamento, reconhecimento de padrões), bem como ilustrá-los com aplicações diversas e algumas ferramentas de processamento.

Ementa:

  1. Introdução e conceitos básicos (exemplos de aplicação)
  2. Segmentação de imagens e morfologia matemática
  3. Reconhecimento de padrões
  4. Softwares de Processamento de Imagens
    • Laboratório 1: ImageJ e MATLAB
  5. Softwares de Processamento de Imagens
    • Laboratório 2: ImageJ e MATLAB
    • Apresentação de Técnicas Lineares e Não Lineares de Processamento
Uma breve introdução à história da física no Brasil
Professor(es): Antonio A. P. Videira e Cássio L. Vieira
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O objetivo deste curso consiste em descrever o desenvolvimento da física em nosso país no perríodo compreendido entre o final do século XVIII e o final do século passado. Os seguintes temas serão abordados ao longo das aulas (a divisão por temas não significa que cada um deles será abordado em uma aula específica, isto é, um mesma aula poderá abordar mais de um tema listado abaixo):

  1. Questões teórico-metodológicas
    1. Por que a história da ciència é relevante?
    2. Como se pesquisa em história da ciência?
    3. Uma história da história da ciência
    4. A história da ciência no Brasil
  2. A física no Brasil antes das primeiras universidades
    1. O ensino de física nas escolas de engenharia entre o final dos setecentos e o final dos oitocentos
    2. Henrique Morize e o ensino de física experimental na Escola Politécnica no Rio de Janeiro
    3. Os físicos-engenheiros: Manoel Amoroso Costa e Theodoro Ramos
  3. A profissionalização da física no Brasil
    1. As vindas de Wataghin e Gross
    2. A criação das faculdades de filosofia
    3. As pesquisas em raios cósmicos
    4. A física da matéria condensada: Gross e Joaquim da Costa Ribeiro
    5. Os primeiros doutores em física
  4. A criação da infra-estrutura científica
    1. Lattes e a descoberta do méson pi
    2. A criação do CBPF e o lugar na física na construção de um projeto de nação
    3. As agências governamentais: CNPq e CAPES
    4. O ensino e a pesquisa em física nas décadas de 1950 e 1960
  5. Física em tempos sombrios
    1. As ações políticas dos físicos brasileiros
    2. As cassações políticas e a reorganização institucional da física no Brasil
    3. A criação da Sociedade Brasileira de Física e da Revista Brasileira de Física
    4. O início da pós-graduação formal
    5. O ensino e a pesquisa em física nos anos 1970
    6. Os Simpósios Brasileiros de Física Teórica
  6. Um novo recomeço
    1. O programa nuclear brasileiro
    2. As colaborações internacionais: FERMILAB e CERN
    3. Física e indústria
    4. Novas linhas de pesquisa: novos materiais, ótica quântica, astrofísica relativística, etc.
    5. Os desafios da internacionalização da física produzida em país periférico
Hidrodinâmica, fônons e energia do vácuo
Professor(es): Nami Svaiter
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O curso começaria com uma introdução a mecânica dos fluidos, discutindo a equação de continuidade e equação de Navier-Stokes.

Mostraremos como chegar as equações hiperbólicas que descrevem perturbações acústicas no fluido. Em, seguida discutiríamos a quantização de um oscilador harmônico usando o formalismo de segunda quantização. Com isso faríamos a quantização das quantidades hidrodinâmicas (densidade, velocidade Euleriana, etc) que devem ser transformadas em operadores.

Nessa etapa discutiremos a quantização de um campo de spin zero, escalar. Finalmente, discutiremos a regularização e renormalização da energia do vácuo, associada aos fônons.

Esse curso seria ministrado em cinco aulas, a saber:

  1. Mecânica dos fluidos
  2. Oscilador harmônico (segunda quantização)
  3. 4. Quantização de campo de spin zero, escalar.
  4. A energia do vácuo no fluido.

Bibliografia:

  1. K. R. Symon, "Mechanics" (capitulo 8 -introdução a mecânica dos meios contínuos)
  2. H. Goldstein, "Classical Mechanics" (capitulo 12 - introduction to the Lagrangian and Hamiltonian formulation for continuous systems and fields")
  3. A. Messiah, "Quantum Mechanics" (capítulo da quantização do oscilador harmônico)
  4. L. D. Landau and E. M. Lifshitz, "Statistical Physics (seção 24) (phonons in a liquid)
  5. "A FLUID ANALOG MODEL FOR BOUNDARY EFFECTS IN FIELD THEORY", L. H. Ford and N. F. Svaiter, Physica Review D80, 065034 (2009).

Cursos de Graduação (G)

Os cursos de graduação consistirão em 5 aulas de 2 horas, realizadas diariamente entre 13 e 17/07/2015, de acordo com o horário acima.

Devido à coincidência de horários, você poderá escolher apenas uma opção dentro de cada um dos 3 horários.

Selecione na tabela acima os cursos de graduação nos quais gostaria de se inscrever.

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Mãos na Massa
Estudo do movimento de bactérias magnéticas + Magnetorecepção em insetos sociais
Professor(es): Eliane Wajnberg e Daniel Avalos
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Proposta do Curso “Estudo da magnetotaxia de bactérias magnéticas e da magnetorecepção  de insetos sociais”
Eliane Wajnberg e Daniel Acosta-Avalos
Resumo:
Neste curso serão estudados os fenômenos da magnetotaxia de bactérias magnéticas e a magnetorecepção de insetos sociais. No estudo da magnetotaxia serão utilizadas as técnicas de microscopia ótica e digital, a análise digital de vídeos através do programa ImageJ, a discussão dos modelos matemáticos envolvidos na análise do movimento de organismos magnéticos. No caso da magnetorecepção, o modelo usado será a formiga Solenopsis. Estudaremos a orientação magnética destas formigas em diferentes configurações de campo magnético e analisaremos a presença de material magnético no corpo destes insetos usando a Ressonância Ferromagnética.
Dia 1:
Manh㠖 Coleta de bactérias magnéticas na praia da Urca. Observação das mesmas nos microscópios ótico e digital.
Tarde – Filmagem do movimento das bactérias coletadas em campo magnético uniforme (análise do movimento) e em campo magnético oscilante (análise das voltas em U).
Dia 2:
Manh㠖 Análise dos filmes usando ImageJ e Origin para o caso do movimento em campo magnético constante. Discussão dos modelos.
Tarde – Comportamento de formigas Solenopsis na presença de campos magnéticos diferentes do campo geomagnético. Filmagens do movimento de orientação.
Dia3:
Manh㠖 Análise das filmagens. Coleta de dados de orientação. Análise estatística.
Tarde – Coleta de formigas. Separação das partes do corpo: antenas, cabeça e tórax.
Dia 4:
Manh㠖 Medidas de Ressonância Ferromagnética das partes do corpo
Tarde – Análise dos espectros de Ressonância Ferromagnética obtidos para cada parte do corpo da formiga
Dia 5:
Dia inteiro: Preparação de apresentação dos resultados

Técnicas Experimentais em Física de Altas Energias
Professor(es): Andre Massafferri
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Expositivo (E), Hands-on (H), Demonstrativo (D)

Segunda-feira

- (E) Introdução Física Experimental de Altas Energias, Radioatividade, Raios cósmicos, Introdução a Aceleradores de partículas, história da instrumentação em detectores de partículas (manhã e tarde)

- (D) Gerador Van Der Graff, descargas no tube de Geissler, câmaras de nuvem, câmaras de faísca, emulsões nucleares (tarde)

Terça-feira

- (E) Noções de Eletrônica, padrões de sistema de aquisição de dados (NIM e VME), Trigger e transmissão dados (manhã)

- (H) Introdução aos módulos NIM com injeção sinais (manhã)

- (E) Interação da radiação com matéria (tarde)

Quarta-feira

- (E) detectores a gás, detectores de estado sólido, reconstrução de momento das partículas (manhã)

- (H) caracterização da eficiência de câmaras a fio em função da alta tensão. Medida de fluxo de múons cósmicos com câmaras a fio, discussão geométrica (tarde)

Quinta-feira

- (E) Cintiladores e detectores de fótons (manhã)

- (H) Caracterização de sensores Silicon Photo-Multiplier, Espectroscopia com cristais cintiladores e leitura Silicon-Photo-Multiplier (manhã)

- (H) Medida de fluxo de múons utilizando (a) cintilador plástico com leitura de Silicon Photo-Multiplier, (b) dois cintiladores plásticos com leitura Photo-Multiplier Tube, análise de fluxo de cósmicos em função da distância entre detectores, discussão da geometria e ensaio estatístico (tarde)

Sexta-feira

- Seminários dos alunos

Síntese e caracterização física de materiais monocristalinos
Professor(es): Eduardo Bittar e Magda Fontes
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Síntese e caracterização física de materiais monocristalinos

Professores:
Dr. Eduardo Matzenbacher Bittar
Dra. Magda Bittencourt Fontes

Neste tutorial iremos desenvolver atividades teóricas e experimentais relacionadas a dois importantes fenômenos da Física da Matéria Condensada, especificamente, magnetismo e supercondutividade. Um material pode ser caracterizado magneticamente pela sua resposta à presença de um campo magnético, podendo apresentar comportamentos do tipo diamagnético, paramagnético, ferromagnético ou antiferromagnético, havendo grande interesse científico e tecnológico em cada um desses comportamentos. O estado supercondutor da matéria condensada é um exemplo de diamagnetismo, no qual a resposta do material a campos magnéticos externos é a expulsão desse campo, permitindo que imãs permanentes possam levitar sobre esses materiais.  Pelo fato desses materiais apresentarem resistência elétrica nula, equivalentemente condutividade elétrica infinita, são denominados supercondutores. Para estudar esses fenômenos, pesquisadores buscam investigar amostras na sua forma monocristalina, a qual é a mais ordenada. Desse modo, espera-se que os parâmetros extrínsecos, os quais podem ofuscar os fenômenos físicos intrínsecos a serem observados, sejam excluídos do processo de análise.
O primeiro passo no tutorial será a sintetize de monocristais, através do método do fluxo metálico, de um composto supercondutor e um férmion pesado que se ordena antiferromagneticamente, a saber, respectivamente, La3Co4Sn13 e CeIn3 (ver Fig. 1).



Fig. 1 – Monocristal do composto La3Co4Sn13.

            Como segundo passo, serão realizadas medidas de difração de raios x para caracterização estrutural das amostras obtidas. Em seguida, as propriedades magnéticas e de transporte dos compostos obtidos serão investigadas em função da temperatura (de 300 a 0.5 K). Nesta atividade os participantes terão contato com técnicas criogênicas.
Também iremos ilustrar outra técnica de síntese de monocristais, utilizando um forno de espelhos côncavos (forno de imagem). No qual é possível atingir temperaturas de até 2.200 ºC e obter materiais óxidos monocristalinos.

Cronograma:

 

Segunda
20/07

Terça
21/07

Quarta
22/07

Quinta
23/07

Sexta
24/07

Manhã [Atividades teóricas]

Aula I

Aula II

Aula III

Aula IV

Preparação da apresentação deste tutorial

 

Almoço

Almoço

Almoço

Almoço

Almoço

Tarde
[Atividades experimentais]

Síntese de monocristais

Difração de raios x
Calor específico

Propriedades magnéticas

Resistividade elétrica

Apresentações de todos tutorais

Bibliografia:
Introdução à Física do Estado Sólido. Autores: Ivan S. Oliveira e Vitor L. B. de Jesus. Editora: Livraria da Física (2011).

Nanomagnetismo - estudo das propriedades de sólitons magnéticos (vórtices e skyrmions)
Professor(es): Flávio Garcia/Luiz Sampaio/ Alberto Passos/ João Paulo Sinnecker
[ + ]

Tutorial de nanomagnetismo

Introdução:
Nos últimos anos, muita atenção vem sendo dada ao estudo dos materiais magnéticos nano-estruturados, o nanomagnetismo. A grande atualidade deste assunto reside igualmente em aspectos fundamentais e tecnológicos. As novas ferramentas de fabricação e análise de sistemas cujas dimensões são da ordem de dezenas de nanometros, descortinou um novo mundo e uma série de novos efeitos e potencias aplicações surgiram. Dentre as vertentes, aquela que chama mais atenção é a spintrônica, ou seja, o análogo a eletrônica que conhecemos, porém, no lugar do protagonista ser apenas a carga elétrica, a spintrônica tem como peça fundamental o spin do elétron. Neste contexto, sistemas que se encontram em evidência são os sólitons magnéticos, tais como os vórtices e os skyrmions.

Este tutorial será dedicado ao estudo de vórtices magnéticos. Nestes sistemas a configuração magnética é tal que os momentos magnéticos são confinados ao plano e tangenciais a círculos concêntricos. O sentido de rotação destes momentos define uma das características fundamentais do vórtice, que é sua circulação, podendo ser horária ou anti-horária.  No centro do vórtice existe uma singularidade, onde a magnetização é ortogonal ao plano, e chamada núcleo do vórtice. Do núcleo emerge uma segunda característica do vórtice, que é sua polaridade, associada ao sentido de sua magnetização, para cima ou para baixo. A combinação destes duas quantidades (circulação e polaridade) impõe ao vórtice quatro estados degenerados. Esta configuração peculiar de momentos magnéticos é imposta, principalmente, pela competição entre dois termos importantes de energia, a magnetostática e a de troca. Diversas aplicações de vórtices magnéticos no contexto da spintrônica vêm sendo aventadas, tais como memórias lógicas, nano-osciladores, em biomedicina, dentre outras. Contudo, para que o efetivo emprego destes sistemas em dispositivos spintrônicos se torne uma realidade, existe a necessidade de melhor entendermos os processos físicos envolvidos na formação, estabilização e dinâmica dos vórtices.

 

Caixa de texto: Figura 1: Simulação micromagnética de um vórtice. A magnetização forma círculos concêntricos com os momentos orientados no sentido horário, e no centro aponta para fora do plano apontando para cima.

 

Objetivo:
Fazer com que alunos, do final da graduação, tenham um primeiro contato com o nanomagnetismo e com a spintrônica, assim como com técnicas experimentais avançadas de nanofabricação, caracterização e modelagem de nanoestruturas magnéticas. Para isso, será apresentado um problema de interesse atual, mais objetivamente, o estudo das propriedades de vórtices magnéticos.
Para que este objetivo seja atingido, metas deverão ser alcançadas ao logo da semana. Estas são:

  • Modelagem micromagnética
    • Simulação micromagnética

 

  • Fabricação das nanoestruturas magnéticas
    • Laboratório de superficies
      • Deposição por sputtering
    • Laboratório de raios-X
      • Refletometria de raios-X
    • LabNano
      • Sala limpa
      • Litrografia eletrônica


  • Caracterização magnética dos sistemas
    • Laboratório de Magnetismo
      • PPMS
    • Laboratório de magneto-óptica
      • Efeito Kerr focalizado
    • Laboratório de Campo Próximo
      • AFM e MFM
    • Laboratório de microscopia eletrônica
      • Micorscopia Lorentz

Cronograma

Hora\Dia

Seg
20/07

Ter
21/07

Qua
22/07

Qui
23/07

Sex
24/07

09:00-12:00

Aula I

Sup II + LRX

eLine II + Sup. III

Aula IV

Livre

12:00-13:00

Almoço

Almoço

Almoço

Almoço

Almoço

13:00-15:00

Aula II + Sim I

Aula III

eLine III

MOKE + PPMS

Apresentações

15:00-15:30

Break

Break

Break

Break

Break

15:30-18:00

Sim II + Sup I

SL I

Sup IV + SL II + eLine IV

LTEM + MFM

Apresentações

                                                                                                              
Bibliografia

  • A.P. Guimarães. The Principles of Nanomagnetism. Springer, Berlin, 2009.
  • T. Shinjo, T. Okuno, R. Hassdorf, K. Shigeto, and T. Ono. Magnetic vortex core observation in circular dots of permalloy. Science, 289(5481):930–932, 2000.
  • C. L. Chien, Frank Q. Zhu, and Jian-Gang Zhu. Patterned nanomagnets. Physics Today, June, 40, 2007.

 

Aula Expositiva I (Aula I)
Nanomagnetismo
Vórtices magnéticos, teoria e aplicações
Aspectos estáticos – diagramas de fase
Aspectos dinâmicos – ciclos de histerese e movimento girotrópico
Técnicas experimentais de preparação – Sputtering, Raios-X etc..

Aula Expositiva II (Aula II)
Micromagnetismo
Equação LLG
MuMax e exemplos

Simulação Micromagnética I (Sim I)
Uso do MuMax, conceitos gerais de programação Go
Exemplos

Simulação Micromagnética II (Sim II)
Exercício – Definição dos parâmetros dos sistema – forma, espessura e dimensões.

Laboratório de Superfície I (Sup I)
Preparação do sputtering – troca de alvo, limpeza, vácuo etc.

Laboratório de Superfície II (Sup II)
Deposição do filme de calibração

Laboratório de Raios-X (LRX)
Determinação da espessura por refletometria de raios-X

Aula Expositiva III (Aula III)
Litografia – Técnicas de litografia, óptica e feixes de elétrons, microscopia eletrônica, sala limpa, processos e técnicas etc..

Sala Limpa I (SL I)
Preparação do substrato (SiO2 e membranas de Si2N3) – limpeza, deposição de resiste etc..

eLine II (eLIne II)
Teste de dose, inspeção das amostras etc..

Laboratório de Superfícies III (Sup III)
Deposição de filmes para inspeção

eLine III (eLine III)
Programação dos padrões a ser litografados, exposição dos padrões dados os parâmetros definidos pela simulação micromagnética.

Laboratório de Superfícies IV (Sup IV)
Deposição otimizada do filme magnético a ser analisado.

eLine IV (eLine IV)
Inspeção das estruturas depositadas.

Sala Limpa II (SL II)
Revelação, lift-off etc.. 

Aula expositiva IV (Aula IV)
Técnicas de caracterização magnética – VSM, SQUID, XMCD, MOKE etc...
Microscopia eletrônica e microscopia Lorentz
Microscopia de força atômica e magnética (AFM e MFM)
A idéia é mostrar as vantagens e desvantagens de cada técnica. Para isso compararemos resultados de MFM capaz de medir o núcleo e sua polarização, com LTEM capaz de medir circulação, assim com a comparação de ciclos obtidos pelo PPMS, onde todo um arranjo de nanoestruturas é necessário com MOKE focalizado, onde é medido só um disco individualmente.

Laboratório de Magneto-Óptica (MOKE)
Usando o MOKE focalizado, obter um ciclos de histereses de nano estruturas individuais e relacioná-los entre si para se ter uma idéia da não homogeneidade dos discos.

Laboratório de Magnetismo (PPMS)
Usando o magnetômetro de amostras vibrante (PPMS) medir um ciclo de histerese de um arranjo de discos.

 

Microscopia de Força Magnética (MFM)
Utilizando microscopia de força magnética tentar visualizar o núcleo do vórtice e sua polaridade e ao aplicar campo magnético, estudar o efeito do campo sobre o núcleo e, com o auxílio da simulação, interpretar os ciclos de histerese obtidos, tanto por MOKE focalizado quanto por VSM.

Microscopia Eletrônica de Transmissão na Configuração Lorentz (LTEM)
Por meio de Microscopia Lorentz identificar a circulação dos vórtices e como o campo magnético a afeta.

Experimentos de Informação Quântica via RMN
Professor(es): Roberto Sarthour e Alexandre Souza
[ + ]

Experimentos de Informação Quântica via RMN

Alexandre M. Souza e Roberto S. Sarthour

 

De acordo com a teoria da Mecânica Quântica, para descrever corretamente um sistema quântico  e seus processos devemos utilizar o espaço de Hilbert. Este espaço hipotético cresce exponencialmente com o número de partículas presentes no sistema. Por exemplo, este deve ter a dimensão 2x2 (matrizes) para um simples sistema de dois níveis, como no caso de partículas com spin S = 1/2. Para um sistema contendo n partículas deste tipo este espaço deve ter 2nx2n.  Ou seja, para um sistema contendo 10 partículas de spin S = 1/2, devemos trabalhar com matrizes complexas de 1024x1024. Por isso, somente um computador, ou sistema, com características quânticas pode simular de maneira eficiente um sistema quântico contendo várias partículas. Esta foi a ideia percussora que fez surgir a área de Informação Quântica.

A Ressonância Magnética Nuclear é um técnica experimental, conhecida por décadas e com diversas aplicações, foi pioneira na implementação experimental de diversos algoritmos e protocolos quânticos. Esta tem sido aplicada com sucesso em diversas simulações experimentais de sistemas quânticos e também na implementação de vários protocolos quânticos. 

Neste curso, faremos uma pequena introdução à RMN e também à alguns aspectos da teoria de Informação Quântica. Os alunos farão alguns experimentos de RMN que permitem a manipulação da informação quântica armazenada nos spins nucleares.  

Aula 1: Introdução à RMN no contexto da Informação Quântica. Aspectos experimentais do espectrômetro de RMN do CBPF.

Aula 2: Caracterização experimental de um sistema quântico, através da técnica de Tomografia de Estado Quântico. Preparação de estados. Implementação experimental de chaves lógicas quânticas.

Alua 3: Simulações de alguns sistemas quânticos, tais como cadeias de spins com interações do tipo Ising e também Heisenberg, através da RMN.

Aula 4: Implementação Experimental dos Algoritmos de Deutsch e Grover.
Análise de Superfícies por Microscopia de Ponta de Prova e Espectroscopia de Elétrons
Professor(es): Fernando Stavale
[ + ]

Tutorial:
Análise de Superfícies por Microscopia de Ponta de Prova (AFM) e Espectroscopia de Elétrons (XPS e AES).

Introdução:
Nanoestruturas, na forma de filmes finos e nanopartículas são genuinamente de grande importância tecnológica devido ao seu amplo número de aplicações em catálise, fotônica, magnetismo e mais recentemente na entrega seletiva de medicamentos em organismos vivos. Aplicações proeminentes desses materiais na vida cotidiana ocorre, por exemplo, em sensores de gases que permitem a detecção de moléculas com base em transistores óxido-metal-semicondutor (MOSFET). Em tais dispositivos pequenos modulações da condutância na superfície do dispositivo modifica criticamente as características elétricas monitoradas. Assim, é fácil imaginar que o desempenho desses dispositivos, como durabilidade e sensibilidade dependa fortemente das características químicas da superfície, como estequiometria, fase cristalográfica  e estrutura eletrônica do óxido metálico. Portanto, esses dispositivos podem ser modificados e aperfeiçoados selecionando adequadamente nanopartículas depositadas sobre este, pois estas possuem uma densidade de sítios reativos significativamente maior quanto comparadas a seus pares macroscópicos.

Este tutorial será dedicado ao estudo do crescimento e caracterização química e morfológica de nanoaglomerados depositados sobre substratos cristalinos. Nestes sistemas, os modos de crescimento de filmes finos e a formação de nanocristalinos é tal que as propriedades funcionais da superfície depende fortemente da interação depósito-substrato. As energias livre de superfície do materiais envolvidos,  determina as característica morfológica do sistema e o mecânismo de adsorção a química da interface. Diversas aplicações tecnológicas desse mecânismo, de nucleação e crescimento de nanoestruturas, serão discutidas neste tutotial do ponto de vista teórico e esses modelos verificados experimentalmente a partir de experimentos utilizando técnica sensíveis a superfície dos materiais.


Fig 1 - Imagem de Microscopia de Tunelamento (200nm2 e inferior no canto 30nm2) de nanoaglomerados de ouro sobre filme fino de ZnO.

 

 

 

Objetivo:
Estimular o ingresso de alunos de graduação em programas de pós-graduação em nanociências, através do contato com fundamentos teóricos e técnicas experimentais essenciais a utilização de novos tecnologias, particularmente, no que se refere nanotecnologias. O curso é essencialmente focado em materiais, seja em física ou química de materiais, no entando os fundamentos abordados são de suma importânica a compreensão de resultados envolvendo outros campos como biologia ou química molecular. No curso será apresentado:

  • Fundamentos teóricos e práticos

Laboratório e técnicas envolvidos:

    • Aula expositiva, discussões sobre os resultados obtidos e propostas de novos experimentos
  • Crescimento e caracterização de nanoestruturas

Laboratório e técnicas envolvidos:

    • Laboratório de superfícies
      • Caracterização química de superfícies (composição, segregação de fases e modos de cresccimento de filmes)
    • Laboratório de Nanoscopia
      • Morfologia
      • Propriedades químicas, mecânicas e magnéticas locais

 

Cronograma

Hora\Dia

Seg
20/07

Ter
21/07

Qua
22/07

Qui
23/07

Sex
24/07

09:00-12:00

Aula I

EXP II

EXP III

EXP IV

Livre

12:00-13:00

Almoço

Almoço

Almoço

Almoço

Almoço

13:00-15:00

Aula II

EXP II

Aula III

EXP IV

Apresentações

15:00-15:30

Break

Break

Break

Break

Break

15:30-18:00

EXP I

EXP III

EXP IV

MFM

Apresentações

                                                                                                              
Bibliografia

F. Bechstedt, Principles of Surface Physics, Springer (2003).

M. Ohring, Materials Science of Thin Films, Academic Press (2001).

  • F. Stavale, L. Pascua, N. Nilius, H.-J. Freund, J. Phys. Chem. C, 117, 10552 (2013).
  • F. Stavale, L. Pascua, N. Nilius, H.-J. Freund, J. Phys. Chem. C, 118 (2014).

Aula Expositiva I (Aula I)
Introdução a Física de Superfícies e Filmes Finos
Sistemas de Vácuo
Cristalografia de Superfícies
Termodinâmica de Superfícies
Crescimento de Filmes

Aula Expositiva II (Aula II)
Crescimento de Filmes e Preparacao de Superfícies
Técnicas de Caracterização: Espectroscopia de Elétrons (XPS e AES)

Aula Expositiva III (Aula III)
Técnicas de Caracterização: Microscopia de Ponta de Prova (AFM e MFM)

Laboratório de Superfícies I (EXP I)
Sistemas de vácuo
Introdução de amostras
Espectroscopia de Foto-elétrons de Raios-X (XPS)
Espectroscopia de Elétrons Auger (AES)

Laboratório de Superfícies II (EXP II)
Limpeza de substratos in-situ – sputtering e tratamento térmico
Espectroscopia de Foto-elétrons de Raios-X (XPS)
Espectroscopia de Elétrons Auger (AES)

Laboratório de Superfícies II (EXP III)
Crescimento de filmes e nanoaglomerados in-situ – evaporação térmica
Espectroscopia de Foto-elétrons de Raios-X (XPS)
Espectroscopia de Elétrons Auger (AES)

Laboratório de Nanoscopia (EXP IV)
Introdução a microscopia de ponta de prova
Modos de operação do AFM
Topografia dos filmes e nanoaglomerados depositados

Microscopia de Força Magnética (MFM)
Aula em conjunto com o curso de Nanomagnetismo na visualização de vortícies magnéticos por microscopia de ponta de prova.

Horários
1ª opção
de curso
2ª opção
de curso
Pós-graduação
13 a 24 de julho de 2015
10h
Statistical methods in experimental physics
Professor(es): Diego Tonelli
[ + ]

The goal is to convey the fundamental statistics concepts relevant for data analysis, not to provide a cookbook of methods. The idea is that mastering concepts should allow choosing autonomously the appropriate methods. The lectures discuss Bayesian inference, the likelihood function, estimators and their properties, Fisher information and minimum variance bound, confidence level, the role of the likelihood ratio, hypothesis testing, and goodness of fit. Examples from recent particle-physics data analyses will be be used to illustrate the applications of concepts and potential pitfalls.

Microscopia Eletrônica
Professor(es): André Linhares e André Pinto
[ + ]

Neste curso serão exploradas as possibilidades da Microscopia Eletrônica nas pesquisas de Física da Matéria Condensada e Nanotecnologia. Inicialmente serão apresentados os fundamentos desta técnica de análise no que diz respeito ao controle dos parâmetros do feixe de elétrons,  à interação entre elétrons e amostra e à detecção dos diversos sinais originados. Em seguida, serão apresentados diversos estudos de caso onde a compreensão da física por trás de um fenômeno depende do uso da técnica. Microscopia Eletrônica de Varredura e Microscopia Eletrônica de Transmissão serão abordadas de forma integrada com foco em suas capacidades para responder a perguntas científicas.

Raios cósmicos: Fundamentos e Técnicas de detecção
Professor(es): Carla Bonifazi
[ + ]

A física de astropartículas, denominação geral sob a qual ficou conhecida a fusão entre a Física de Partículas, Astronomia e Astrofísica – teve um desenvolvimento extraordinário durante a última década. Observatórios terrestres e orbitais e aceleradores de partículas, coletaram dados que contribuíram tanto para a consolidação de modelos teóricos como geraram mudanças profundas de paradigmas.

Em particular, o estudo dos raios cósmicos de alta energia contribui não só para a melhor compreensão do Universo, no que concerne à identidade de fontes astrofísicas e dos mecanismos de produção, aceleração e propagação no meio interestelar, mas também para o estudo da física fundamental em energias impossíveis de serem atingidas atualmente em aceleradores.

Neste curso apresentaremos uma introdução à física de astropartículas com ênfase na física de raios cósmicos de alta energia. Faremos uma breve introdução sobre os mecanismos de aceleração e de propagação destas partículas até nós. Também apresentaremos as técnicas de detecção e análise desenvolvidas para estudo dos raios cósmicos de alta energia.  Descreveremos a evolução dos chuveiros atmosféricos extensos na atmosfera e introduziremos os parâmetros que podem ser observados.

Finalmente, descreveremos e compararemos os dados dos principais experimentos, em particular no que se refere ao espectro de energia, a evolução da composição com a energia e os estudos de anisotropia em grande e pequena escala. Apresentaremos os estudos de interações hadrônicas e em particular a medida da medida da seção de choque para a interação próton-ar.

Tópicos em interações hadrônicas a baixas energias
Professor(es): M. Nielsen e T. Frederico
[ + ]

1o. aula: Teoria de espalhamento em Mecanica Quantica. Onda distorcidas. Deslocamento de fase, matriz T e S.

2o. aula: Diagramas de Feynman e equação de espalhamento em teoria quântica de campos, eq. de Bethe-Salpeter e decomposição de Faddeev para três corpos. Teorema de Watson em três corpos.

3o. aula: Lagrangeana do modelo eletrofraco, Matriz CKM, violação CP, diagramas de arvore e pinguim. CPT

4o. aula: Decaimento de B+- em três mesons carregados e violação CP. Restrição CPT e interação de estado final.

5o. aula: Introdução às Regras de Soma da QCD (RSQCD)

6o. aula: Aplicacao das RSQCD ao J/\psi

7o. aula: Os Estados Exóticos do Charmonium

8o. aula: Aplicação das RSQCD a um estado de tetraquark: o X(3872)

14h
Modern Topics in High Energy Physics
Professor(es): Carsten Hensel
[ + ]

The course focuses on experimental and theoretical aspects of current research in high energy physics. Besides tools and methodology recent r esults are covered.

Throughout the course the following questions will be addressed:

  1. What is the status of the Standard Model of particle physics?
  2. Why do particles have a mass?
  3. What role does the top quark play?
  4. Do neutrinos have a mass?
  5. Why is there more matter than anti-matter in the universe?
  6. How symmetric is the world?
  7. Is the Standard Model of particle physics a fundamental theory?
Formação e estrutura de objetos estelares compactos
Professor(es): Sergio Duarte e Hilário Gonçalves
[ + ]

Situaremos a formação destes objetos dentro do ciclo evolutivo estelar, focalizando particularmente as explosões de supernovas com a formação de objetos superdensos como os pulsares, estrelas híbridas, e as estrelas de quarks. Discutiremos a estabilidade e a estrutura destes objetos, os problemas fundamentais associados aos mecanismos de explosões de supernovas, emissões de neutrinos nestes eventos. Finalmente, faremos a conexão da estrutura destes objetos com à constituição da matéria que entra para sua composição. As diferentes formas de equações de estado e a transição de fase da matéria hadrônica para a matéria de quarks serão discutidas. Os limites de massa destes objetos serão apresentados, evidenciando os procedimentos de cálculo utilizado para determinação dos mesmos.

Nanomagnetismo e aplicações
Professor(es): Alberto Passos Guimarães
[ + ]
  1. Introdução ao Nanomagnetismo
  2. Pequenas partículas: Modelo Stoner-Wohlfarth
  3. Micromagnetismo: Equação de Landau-Lifshitz-Gilbert
  4. Outros Sistemas de Baixa Dimensionalidade
  5. Introdução ao Magnetotransporte I
  6. Introdução ao Magnetotransporte II
  7. Efeitos de Corrente de Spin; Efeito Hall de Spin, Bombeamento de Spin
  8. Efeitos Térmicos de Spin e Conclusões

Bibliografia

  1. S.R. Boona, R.C. Myers, and J.P. Heremans, ‘Spin caloritronics’, Energy Environ. Sci. 7 885-910, (2014).
  2. A.P. Guimarães, Principles of Nanomagnetism, Springer, (Berlin, 2009).
  3. S. Maekawa, H. Adachi, K. Uchida, J. Ieda, and E. Saitoh, ‘Spin Current: Experimental and Theoretical Aspects’, J. Phys. Soc. Japan 82 102002, (2013).
  4. T. Shinjo, Nanomagnetism and Spintronics, Elsevier, 2nd ed., (Amsterdam, 2013).
Introdução ao problema do confinamento dos quarks e glúons nas teorias de Yang-Mills
Professor(es): Silvio Sorella, Leticia F.D. Palhares e M. S. Guimaraes
[ + ]

Breve resumo das várias abordagens ao Confinamento: supercondutividade dual, equações de Schwinger-Dyson, defeitos tipológicos, gauge/gravity duality, problema de Gribov.

Abordagem ao confinamento via problema de Gribov. Quantização de Faddeev-Popov das teorias de Yang-Mills e horizontes de Gribov.

Modificação da formula de Faddeev-Popov. Restrição ao primeiro horizonte de Gribov e propriedades confinantes das funções de correlação dos glúons e dos quarks. Comparação com os dados das simulações numéricas na rede.

Ação confinante Refinada de Gribov-Zwanziger (RGZ) e suas propriedades. Inclusão dos quarks. Simetria quiral e sua quebra.

Cálculo das massas de alguns estados de glueballs e comparação com os resultados das simulações numéricas.

Generalização aos estados mesônicos

Introdução dos campos de Higgs e transição entre fase confinante e fase de Higgs.

Teorias de Yang-Mills supersimétricas. Abordagem de Gribov.

Confinamento e quebra suave da simetria BRST.

Efeitos de temperatura finita.

16h
A Física dos Detectores de Partículas
Professor(es): Arthur Moraes
[ + ]

Este curso apresentará a física dos detectores de partículas. Os detectores de partículas são instrumentos indispensáveis à exploração do mundo subatômico, seja nos laboratórios onde se fazem colisões de partículas subatômicas, seja em experimentos que se utilizam de raios cósmicos. Discutiremos os princípios físicos da interação da radiação com a matéria, o histórico do desenvolvimento dos detectores, técnicas de detecção de partículas neutras e carregadas, aplicações tecnológicas dos detectores fora dos laboratórios de física das partículas elementares. O roteiro das aulas do curso seguirá o seguinte planejamento:

Aula 1: De Rutherford ao LHC: Desenvolvimento dos detectores ao longo da história da física das partículas elementares.

Aula 2: Interações das partículas com a matéria.

Aula 3: Detectando partículas carregadas & neutras.

Aula 4: Cintiladores: detectando partículas via luminescência.

Aula 5: Detectores de semicondutores: medidas de alta precisão.

Aula 6: Detectores de gás: medindo partículas em grandes volumes.

Aula 7: Calorímetros: eletromagnéticos & hadrônicos.

Aula 8: Exemplos de aplicações dos detectores em várias áreas.

Teorias de Yang-Mills e confinamento vs. Gravidade e geometria
Professor(es): Rodrigo Sobreiro
[ + ]

Dois grandes problemas da Física teórica atuais são:

  1. O confinamento de quarks e glúons; e
  2. a gravidade quântica.

Na primeira semana do curso falaremos de teorias de calibre. Em particular, abordaremos as teorias de Yang-Mills, sua quantização e o problema de Gribov com o objetivo de podermos abordar o problema do confinamento. Nesta parte, trabalharemos no formalismo de integrais funcionais, quantização de Faddeev-Popov e definiremos a simetria BRST.

Na segunda semana nos voltaremos ao problema de quantizar a gravidade. Inicialmente, contruiremos a teoria de gravidade em um formalismo de teorias de calibre, ainda que não se tratando de teorias de Yang-Mills. Nesse sentido, mostraremos que pode existir uma profunda analogia entre os fenômenos da QCD e da gravidade.

Utilizaremos essa analogia para construir um candidato à teoria quântica de gravidade.

Lentes Gravitacionais em Cosmologia e Astrofísica
Professor(es): Martin Makler
[ + ]

No início do século XXI o efeito de lente gravitacional passou de uma curiosidade da teoria da relatividade geral a ser uma ferramenta fundamental para a cosmologia e astrofísica. Hoje, muito mais que uma área de pesquisa em si, o fenômeno de lenteamento gravitacional se tornou uma ferramenta para os mais diversos estudos, desde a descoberta de planetas extra-solares até o mapeamento da estrutura do Universo e a determinação dos parâmetros cosmológicos. O efeito de lente permite estudar a distribuição de matéria que deflete a luz (a lente), desde a escala de galáxias até às maiores estruturas observadas, oferecendo uma janela para estudar a matéria escura, processos bariônicos e a gravitação. Por essa razão, a maioria dos grandes levantamentos (surveys) cosmológicos atuais tem o efeito de lente como um de seus pilares. Por outro lado, devido ao efeito de magnificação, o lenteamento permite estudar galáxias muito distantes, atuando como um telescópio gravitacional. Assim, estudos detalhados em sistemas conhecidos visam dissecar galáxias distantes aproveitando-se do efeito de telescópio gravitacional. Neste curso apresentaremos uma introdução às lentes gravitacionais, incluindo sua fundamentação teórica e explorando os chamados regime forte e fraco de lentes. Discutiremos algumas questões observacionais e o tratamento necessário em situações realistas. Descreveremos alguns levantamentos observacionais, em particular o CFHT Stripe 82 Survey (CS82) e o Dark Energy Survey (DES), e discutiremos seus principais resultados e perspectivas futuras.

Introdução à Ótica Quântica
Professor(es): Antonio Zelaquett Khoury
[ + ]

Ementa:

  1. Equação de onda e modos de propagação do campo eletromagnético
  2. Teoria clássica da coerência
  3. Quantização do campo eletromagnético I
  4. Quantização do campo eletromagnético II
  5. Fotodeteção
  6. Teoria quântica da coerência
  7. Estados comprimidos
  8. Emaranhamento

Pré-requisito: Mecânica Quântica I.

Bibliografia: The Quantum Theory of Light – R. LOUDON Optical Coherence and Quantum Optics – L. Mandel and E. Wolf

Descrição: Este curso destina-se a instrumentar o estudante com os conceitos básicos necessários ao ingresso na área de Óptica Quântica. Nele, discutiremos a quantização do campo eletromagnético e introduziremos os conceitos básicos das Teorias da Coerência e da Fotodeteção. Também discutiremos estados quânticos de interesse como os estados comprimidos e os estados emaranhados, recursos essenciais à implementação de protocolos de transmissão e processamento de informação quântica.

Cursos de Pós-Graduação (PG)

Os cursos de pós-graduação consistirão em 8 aulas de 2 horas, realizadas entre 13 e 24/07/2015, de acordo com o horário acima. Não haverá aulas às quartas-feiras.

Devido a coincidência de horários, você poderá escolher apenas uma opção dentro de cada um dos 3 horários.

Selecione na tabela acima os cursos de pós-graduação nos quais gostaria de se inscrever.